domingo, 5 de junho de 2011
domingo, 30 de agosto de 2009
http://almadoartista.blogspot.com/2009/08/entrevista-com-eduardo-garofalo
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
domingo, 11 de janeiro de 2009
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
COM OLHOS DE CRIANÇA
Criar é próprio do artista; onde não há criação, a arte não existe. Mas seria enganoso atribuir este poder criador a um dom inato. Em matéria de arte, o criador autêntico não é apenas um ser dotado; é um homem que soube ordenar para sua finalidade todo um facho de atividades cujo resultado é a obra de arte.
É assim que para o artista, a criação começa na visão. Ver, isso já é uma operação criadora, que exige esforço. Tudo o que vemos na vida diária sofre mais ou menos a deformação produzida pelos hábitos adquiridos, e o fato é talvez mais sensível numa época como a nossa, onde o cinema, a publicidade e as revistas nos impõem cotidianamente um fluxo de imagens prontas que são um pouco, na ordem da visão, o que é o preconceito na ordem da inteligência.
O esforço necessário para se desvencilhar disso exige uma espécie de coragem; e esta coragem é indispensável ao artista que deve ver todas as coisas como se as tivesse vendo pela primeira vez; é preciso ver toda a vida como quando se era criança; e a perda dessa possibilidade vos retira a de vos exprimir de uma maneira original, isto é, pessoal.
Para tomar um exemplo, penso que nada é mais difícil para um verdadeiro pintor do que pintar uma rosa, porque, para fazê-lo, é-lhe preciso primeiro esquecer todas as rosas pintadas. Aos visitantes que vinham me ver em Vence, eu muitas vezes perguntei: “Vocês viram os acantos, sobre os declives que margeiam a estrada?”. Ninguém os tinha visto; todos teriam reconhecido a folha de acanto sobre um capitel coríntio, mas ao natural, a lembrança do capitel impedia de ver o acanto Ver cada coisa na sua verdade é um primeiro passo em direção à criação, e isto supõe um esforço contínuo.
Criar é exprimir o que se tem em si. Todo esforço autêntico de criação é interior. Ainda assim é preciso alimentar seu sentimento, o que se faz com a ajuda dos elementos tirados do mundo exterior. Aqui intervém o trabalho pelo qual o artista incorpora, assimila gradativamente para si o mundo exterior, até que o objeto que ele desenha tenha se tornado como parte dele mesmo, até que ele tenha em si e que possa projetá-lo na tela como sua própria criação.
Quando pinto um retrato, eu tomo e retomo meu estudo, e é cada vez um novo retrato que faço: não o mesmo que corrijo, mas um outro retrato que recomeço; e é cada vez um ser diferente que eu extraio da mesma personalidade. Tem me acontecido freqüentemente, para esgotar mais completamente meu estudo, de me inspirar em fotografias de uma mesma pessoa em idades diferentes: o retrato definitivo poderá representá-la mais jovem, ou sob um aspecto diferente daquele que ela oferece no momento em que posa, porque é este aspecto que me terá parecido o mais verdadeiro, mais revelador de sua personalidade.
O obra de arte é dessa forma o resultado de um longo trabalho de elaboração. O artista busca a seu redor tudo o que é capaz de alimentar sua visão interior, diretamente – quando o objeto que ele desenha deve figurar em sua composição – ou por analogia. Ele se põe assim em estado de criar. Ele se enriquece interiormente de todas as formas nas quais ele se torna mestre e que ele ordenará algum dia segundo um ritmo novo. É na expressão deste ritmo que a atividade do artista será realmente criadora; ser-lhe-á necessário, para alcançar isto, tender para o despojamento mais do que para a acumulação de detalhes; escolher, por exemplo, no desenho, entre todas as combinações possíveis, a linha que se revelará plenamente expressiva, e como que portadora de vida; pesquisar estas equivalências pelas quais os dados da natureza se acham transportados para o domínio próprio da arte.
Na “Nature morte au magnólia” ("Natureza morta com magnólia"), representei em vermelho uma mesa de mármore verde; em outro lugar, precisei de uma mancha preta para evocar o reflexo do sol no mar; todas estas transposições não eram nem um pouco o efeito do acaso, ou sabe lá de que fantasia, mas sim o resultado de uma série de pesquisas, em seguida das quais estas tintas me pareciam necessárias, visto sua relação com o resto da composição, para dar a impressão desejada. As cores, as linhas são forças, e no jogo dessas forças, no seu equilíbrio, reside o segredo da criação.
Na capela de Vence, que é o resultado de minhas investigações anteriores, eu tentei realizar esse equilíbrio de forças; os azuis, os verdes, os amarelos dos vitrais compõem no interior uma luz que não é, propriamente falando, nenhuma das cores empregadas, mas o produto vivo de sua harmonia, de suas relações recíprocas; essa cor-luz era destinada a brincar sobre o campo branco bordado de preto da parede em frente aos vitrais, e sobre a qual as linhas são voluntariamente muito espaçadas. O contraste me permite dar à luz todo o seu valor de vida, torná-la elemento essencial, aquele que colore, aquece, anima realmente este conjunto no qual importa dar uma impressão de espaço ilimitado apesar de suas dimensões reduzidas. Em toda essa capela, não há uma linha, um detalhe que não concorra para dar essa impressão.
É neste sentido, me parece, que se pode dizer que a arte imita a natureza: pelo caráter de vida que confere à obra de arte um trabalho criador. Então a obra aparecerá assim fecunda, e dotada desse mesmo frêmito interior, dessa mesma beleza resplandecente que as obras da natureza também possuem. É necessário um grande amor, capaz de inspirar e de sustentar esse esforço contínuo em direção à verdade, essa generosidade reunida a esse despojamento profundo que a gênese de toda obra de arte implica. Mas o amor não está na origem de toda criação?
(Idéias coletadas por Régine Pernoud, Le Courrier de l’ UNESCO, vol. VI, nº. 10, outubro de 1953.)
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
domingo, 1 de julho de 2007
A partir de 7/7/07, estarei participando do 16º Encontro de Artes Plásticas de Atibaia/SP-2007, com estas três telas:
http://www0.fotolog.com/eduardosg1971/11322515
http://www0.fotolog.com/eduardosg1971/11326600
http://www0.fotolog.com/eduardosg1971/11920983
16º Encontro de Artes Plásticas de Atibaia-2007:
Inauguração e premiação: dia 7/7/2007, sábado, às 16h
local: Centro de Convenções e Eventos Victor Brecheret, Al. Lucas Nogueira Garcez, 511, Parque das Águas, Atibaia-SP
Período da exposição: início: 7/7; encerramento: a confirmar
informações: tel.11-4412-7776
http://www.atibaia.sp.gov.br/cultura
Entrada Franca
Faça 1 visita!
domingo, 24 de junho de 2007
Coletiva na Espanha
"Rosto"acrílica s/tela
50x40cm
autor: Eduardo Garofalo
2006
Esta tela esteve exposta na Galería Fivars Montepego, em Alicante-Espanha, entre 31/5 e 22/6/2007,
participando da mostra coletiva "Exposicíon Pintores Noveles 2007".
As obras selecionadas podem ser adquiridas online, até 30/4/2008.
Meu trabalho está à venda online,neste link:
http://fivars.eu/galeria_virtual_es.php?M1=3&M2=9&id=44
Para mais informações:
fivars.eu
"Rosto"
acrílica s/tela50x40cm
autor: Eduardo Garofalo
2005
Estou participando da UniversidArte XV, exposição coletiva nacional, realizada pela Universidade Estácio de Sá/RJ.
Minha tela está exposta no 3º andar do CAMPUS R9 - Rua André Rocha, 838 - Taquara - Jacarepaguá - RJ.
UNIVERSIDARTE XV
Período de visitação: De 23 de maio a 14 de setembro de 2007
Locais:Campus Presidente Vargas - Av. Presidente Vargas, 642 – 2º andar;
Campus R9 – Rua André Rocha, 838 – Taquara - RJ
Campus Nova Friburgo - Jardim Sans Souci, s/nº - Braunes .
Horario de Visitação: de 2ª a 6ª feira, das 8h às 22h
Entrada franca
domingo, 20 de maio de 2007
(convite para exposição em Guarulhos-SP)Próximas Exposições de que estarei participando (coletivas)
{ [ ( !!! Façam 1 visita !!! ) ] }
MÚLTIPLOS DESENHOS
de Eduardo Garofalo
Artistas convidados:
Rogério Dal´Mas – S.Caetano do Sul-SP
Silvia Ruiz – S.Paulo-SP
Alexandre Vilas Boas – Guarulhos-SP
Jandi Silva – Guarulhos-SP
Juliana Garcia – São Paulo-SP
Visitação: de 4/6 a 20/6/2007
Horários: 2ª a 6ª, de 9h a 18h (fechado nos sábados e domingos)
Local: Sala de Exposições da Biblioteca Municipal Monteiro Lobato
Rua João Gonçalves, 439, Centro-Guarulhos/SP
ENTRADA GRATUITA
Informações: tels.(0xx11) 6408-3767; 6409-1355; 6451-5184
email: artesvisuais.guarulhos@yahoo.com.br
site: http://www.guarulhos.sp.gov.br/05_cidade/agendacultural.html
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UNIVERSIDARTE XV
Inauguração: dia 23 de maio de 2007, às 20h
Local: Universidade Estácio de Sá Campus Centro I Presidente Vargas
Av. Presidente Vargas, 642 - 9º andar
Período de visitação: De 23 de maio a 14 de setembro de 2007
Locais:Campus Presidente Vargas - Av. Presidente Vargas, 642 – 2º andar;
Campus R9 – Rua André Rocha, 838 – Taquara - RJ
Campus Nova Friburgo - Jardim Sans Souci, s/nº - Braunes .
Horario de Visitação: de 2ª a 6ª feira, das 8h às 22h
Até 14 de setembro de 2007
Entrada franca
Estarei participando com 1 tela, intitulada "Rosto", que estará exposta no 3º andar do CAMPUS R9 - Rua André Rocha, 838 - Taquara - Jacarepaguá - RJ.
informações: www.estacio.br/site/universidarte
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3ª BIENAL NACIONAL DE GRAVURA- OLHO LATINO - ATIBAIA/SP
Inauguração dia 26/05 às 17h
Período da exposição: de 26/05 a 30/06
Local: Centro de Convenções e Eventos Victor Brecheret (Al. Lucas Nogueira Garcez, 511, Parque das Águas, Atibaia/SP, tel. 11 4412-7776).
Mais informações:
Site: www.olholatino.com.br
e-mail: museu@olholatino.com.br
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JUSTIÇA E ARTE 2
inauguração: 31/5/2007
período da exposição: n/c
local: Edificio do Tribunal de Justiça/SP da Av. Paulista ("Paulistão")
Av. Paulista, 750 – térreo - S.Paulo-SP
informações: 3105.7533 ou 3107.6687
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EXPOSICIÓN DE PINTORES NOVELES 2007
local: Galerías Fivars Montepego
Urbanización Monte Pego
Edificio Rosario - 03780 Pego, Alicante - España
inauguração: 31/5/2007
exposição: de 31/5 a 22/6/07
informações: email : fivars@fivars.eu
site: www.fivars.eu
domingo, 18 de fevereiro de 2007

"Self-Portrait in Coral II(Auto-retrato em Coral II)"
óleo s/tela
162x137 cm
2004
Autora: Julie Heffernan
Acho fabuloso o trabalho desta artista, nascida nos EUA, em 1956.
sites:
www.ppowgallery.com/artists/JulieHeffernan
www.artnet.com/artist/8037/julie-heffernan.html
sábado, 10 de fevereiro de 2007

Autor: Eduardo Garofalo
Sem título (nº 3)
acrílica s/ tela
50cm x 70cm
2006
Tentei fazer com que trabalho lembrasse ou soasse como os retratos mortuários mencionados na postagem anterior. Fora isso, a imagem acabou com o aspecto de que está derretendo, além do cabelo "a la" As Meninas, de Velasquez. O resultado me agradou. Gosto bastante deste trabalho.
P.s.: esta tela estará exposta no 16º Encontro de Artes de Atibaia/SP, junto com estas outras 2:
http://www0.fotolog.com/eduardosg1971/11326600
http://www0.fotolog.com/eduardosg1971/11920983
Inauguração e premiação: dia 7/7/2007, 16h
local: Centro de Convenções e Eventos Victor Brecheret, Al. Lucas Nogueira Garcez, 511, Parque das Águas, Atibaia-SP
Período da exposição: a confirmar
informações: tel.11-4412-7776
http://www.atibaia.sp.gov.br/cultura
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007
Os Rostos de Fayum

ARTE NA ANTIGÜIDADE:
Os retratos de Fayum
Um exemplo bastante significativo da miscelânea cultural presente no Egito após diferentes períodos de dominação aparece no estilo artístico empregado nos chamados retratos de Fayum. Produzidos com a técnica da têmpera ou da encáustica, essas obras datam do século I d.C. ao século III d.C. (embora a concentração maior se dê nos séculos I e II). São, portanto, do período de dominação romana.
Neles pode-se observar uma mescla de elementos culturais egípcios, gregos e romanos. A técnica de pintura dessas imagens é oriunda da escola de um pintor grego, do período helenístico, chamado Apelles. Por isso, muitos helenistas consideram os retratos como sendo gregos.
Mas não se pode menosprezar a influência romana. Muitos dos retratos são realistas, característica marcante da arte romana (há muita semelhança com os afrescos de Pompéia, por exemplo). Ressalte ainda para a classe algumas características tipicamente romanas como as vestimentas (a túnica, o manto), as jóias e os penteados, que seguiam a moda imperial da época (as mulheres seguiam a moda das imperatrizes romanas).
Existem também retratos de soldados, representados por jovens atletas portando sobre a cabeça uma coroa de louros e tendo o torso nu. Essa expressão de virilidade pode estar relacionada às crenças funerárias egípcias, onde tanto o aspecto viril como o sexual remetem à idéia de vida, de renovação e, portanto, de imortalidade.
Aplicados nas múmias, os retratos tinham função semelhante à da máscara funerária tradicional, marca egípcia das crenças a respeito do além-túmulo. Muitas pessoas retratadas seguram nas mãos uma grinalda e uma taça de vinho, símbolos associados ao deus grego Osíris. Por outro lado, são pessoas provavelmente ligadas a uma elite romana.
Imagens:- - -
Eu admiro muito a Arte desses retratos anônimos de Fayum.
http://commons.wikimedia.org/wiki/Fayum_mummy_portraits
São muito belos (principalmente os femininos, como este da foto), altivos e solenes;
São misteriosos, pois são retratos de pessoas anônimas, feito por artistas idem; nunca saberemos quem foram (artistas e modelos). Esse anonimato é fascinante.
E estão quase que intactos até hoje, 2000 anos depois;
Totalmente oposto à época de hoje, da "arte efêmera".



